UALMANAK


30/03/2008


THE END

Ciao!

Escrito por Oroonoko às 11:07
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10/02/2008


EPIGRAMA

"Vim nu à terra e nu irei para debaixo dela.

Por que canseiras vãs se o fim é só nudez?"

É do grego Paladas.

Escrito por Oroonoko às 23:52
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05/02/2008


TRISTE BAHIA

Diga se não há algo de errado com este estado, esta cidade, afinal de contas, aqui, as pipas são retangulares...

Escrito por Oroonoko às 12:57
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03/02/2008


PROVOCAÇÃO

– Defina a Bahia numa só palavra.

– Presepada.

Escrito por Oroonoko às 14:26
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02/02/2008


FELIZMENTE

"Nenhuma qualidade da juventude, por mais agradável que seja, escapa à ação do tempo." É de André Gide.

Escrito por Oroonoko às 12:28
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30/01/2008


FRAGMENTO DE ENTREVISTA 2

Escrever ficção é criar perversões, alheias e pessoais. Ou não é literatura.

Escrito por Oroonoko às 19:52
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25/01/2008


UN POÊME

OS VESTÍGIOS PERDIDOS DA SENHORITA B

 
A Senhorita B sumiu como somem todas as senhoritas B.
Dora Bruder (por fuga), Anne Bandeira (por força), Olga Benário (por fé).
Houve um trem em sua vida.
Houve também um livro.
E ainda mais um filme.
Talvez dois filmes. Muitos filmes.
Não há melhor destino que este, ser fulminado pela arte.
Nem pessoas – à nossa volta – podem tanto.
Nem os dias passando.
Nem os olhos sonhando.
A Senhorita B esteve no ar por um tempo, anos talvez,
e envolveu a todos com sua aura de espanto e mistério.
Depois se foi, e como que nos deixou órfãos, solitários, sem espelho, sem amparo.
Muitos choram sua ausência,
outros a condenam por desaparecer tão logo nos cativou.
A maioria, intolerante e baixa, passou a odiá-la.
Mas o que consegue o ódio, senão espasmos?
O que consegue?
A Senhorita B se foi, e isso é tudo.
Assim como não controlamos o sol nem as chuvas,
nem a porcentagem maior ou menor de morte em nossos ossos,
não podemos exigir nada, coisa alguma, da Senhorita B.
Nem sua volta,
nem que se culpe e nos perdoe as cobranças,
nem mesmo uma simples lembrança, numa manhã de sol.
Sua ausência é matéria.

Escrito por Oroonoko às 16:34
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22/01/2008


CERTEZA

Não há utilidade em se pensar muito. Não continuaremos, nem o mundo.

Escrito por Oroonoko às 19:26
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20/01/2008


PRINCÍPIO VICIOSO

Prefiro ler a escrever. E só escrevo para fixar melhor o que li. Um dia, talvez, nem isso. Se deixar de escrever, forçosamente deixarei de fixar o que leio. E que assim seja, pois para quem deveria reter o que li? Para mim? Ora, neste caso, é desnecessário, pois cedo ou tarde deixarei de existir e o que li morrerá comigo... Portanto, um princípio vicioso se impõe, de duas formas: 1) escrevo para fixar o que leio, e só o fixo porque escrevo; 2) sem escrever, não o fixarei mais; sem o fixar, não poderei mais escrever. Será talvez a felicidade: ler por ler.

Escrito por Oroonoko às 12:27
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18/01/2008


ORELHAS

Soube recentemente que M. A., contista, adora um livro que também adoro. Fiquei surpreso. Não por ele adorar o livro, mas por conseguir lê-lo...

Escrito por Oroonoko às 18:34
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16/01/2008


RESULTADO

"A vida é bem outra do que se imagina em criança." É de Antônio Olavo Pereira.

Escrito por Oroonoko às 22:15
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15/01/2008


TENTAÇÃO

"A única maneira de se livrar da tentação é ceder a ela... eu resisto a tudo, menos à tentação." Esta citação, muitas vezes atribuída a Nelson Rodrigues, é originalmente de Oscar Wilde.

Escrito por Oroonoko às 08:38
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11/01/2008


EXCEÇÃO À REGRA

"Tenho conhecido alguns comunistas inteligentes..." É de Eric Ambler, através de seu personagem Latimer, em A máscara de Dimitríos.

Escrito por Oroonoko às 15:58
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08/01/2008


MÉTODO

"O escritor decanta ou engravida a realidade de que se apossa com amor ou com raiva." É do português Alves Redol.

Escrito por Oroonoko às 18:01
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07/01/2008


COMPENSAÇÕES

"A criança é pequena e encerra o homem; o cérebro é estreito e abriga o pensamento; o olho é apenas um ponto e abarca léguas." É de Alexandre Dumas Fils.

Escrito por Oroonoko às 17:11
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05/01/2008


ASNO

Duas asneiras ditas por M. A., contista: 1) sou um profissional da diversão; 2) não, a literatura não transforma ninguém, isso é mito. Pois bem, pondo os pingos nos is, diríamos que a verdadeira literatura não é diversão, porque não distrai: concentra; e se não transformasse ninguém, ele próprio, M. A., não seria escritor. Nosso autor se esquece – se é que soube disso algum dia – de que literatura, como toda e qualquer arte, reúne prazer e conhecimento, forças transformadoras por excelência. Nesse sentido, é como sexo. A primeira leitura de José, de Drummond, é como o dia seguinte de uma noite de amor. A de São Bernardo, de Graciliano Ramos, ou de Dom Casmurro, de Machado de Assis, representa uma lua-de-mel inteira. Ao lado de alguém que compense, é claro. Já a leitura de Guerra e paz, de Tolstói, bem, engloba muitas noites, muitas luas, ano após ano, até a impotência. Ou o fim.

Escrito por Oroonoko às 11:20
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03/01/2008


FRAGMENTO DE ENTREVISTA

Ora, viver é melhor do que escrever. Mas viva sem escrever quem é escritor!

Escrito por Oroonoko às 00:25
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02/01/2008


GENTILEZAS

Vi o escritor Domingos Pellegrini na tevê fazendo campanha por mais gentileza entre as pessoas... Ele, que tempos atrás foi ingentil com Machado de Assis, diminuindo-lhe a obra e julgando-a como se o escritor e seu personagem Bentinho fossem a mesma pessoa; também como se o romance Dom Casmurro constituísse não a confissão de Bentinho, mas de Machado de Assis. Com um argumento assim tão rasteiro – que confunde autor com personagem e ficção com realidade –, não é de surpreender a ninguém que Domingos Pellegrini acabasse na tevê, como um boneco da mídia, pedindo gentileza. Vai ter que pedir mais coisa, e rogar muitas outras, se quiser voltar a ser respeitado, ao menos pelos leitores de Machado de Assis.

Escrito por Oroonoko às 17:44
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01/01/2008


ANO NOVO

A vida... que só nos permite unicamente viver...

Escrito por Oroonoko às 11:00
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31/12/2007


DESEJO

Na próxima encarnação – se houver, pois acho que não há (a exemplo de Sêneca, acredito que depois da morte não há nada, nem mesmo o vazio) –, quero que meu pai seja um tubo de ensaio, e minha mãe, uma pipeta...

Escrito por Oroonoko às 10:16
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